"Condenamos atos, não pessoas", diz presidente das Assembleias de Deus

"Condenamos atos, não pessoas", diz presidente das Assembleias de Deus
Reeleito para comandar uma das mais numerosas alas da Assembleia de Deus, o religioso é aliado importante de Dilma para 2014


"Existe um movimento muito forte que quer jogar os evangélicos contra a ala gay, lésbicas, essa gente aí. Nós não temos nada com eles. Respeitamos. Cada um tem o direito de viver como bem interessa. Nós somos contra o ato que eles praticam, não contra as pessoas"

Há 25 anos no comando da Convenção Geral das Assembleias de Deus, maior denominação evangélica do país, o cearense de São Luís do Curu radicado em São Paulo José Wellington Bezerra da Costa, 78 anos, foi reconduzido ao cargo, na última quinta-feira, para mais um mandato de quatro anos. A eleição foi apertada: fez 54,9% dos 16.410 votos válidos, contra 45,1% alcançados por Samuel Câmara, pastor da igreja-mãe de Belém (PA).



Câmara tem influência sobre boa parte do eleitorado evangélico do país. A Assembleia de Deus tem mais de 12 milhões de fiéis, de acordo com dados do IBGE. O opositor Samuel Câmara é alinhado ao presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano (PSC-SP). José Wellington se esquivou de assinar a moção de apoio da Assembleia ao parlamentar, mas não deixou de elogiá-lo perante milhares de pastores reunidos em Brasília esta semana.

Temas de cunho religioso, como o debate em torno da legalização do aborto, tiveram muito peso nas eleições presidenciais de 2010. Como a igreja vai se posicionar em relação a 2014?
Nós ainda não convencionamos este assunto. Eu, pessoalmente, olho com muita simpatia o governo da nossa presidente. Ela tem se portado com uma decência muito grande.

Será feita uma convenção para decidir qual candidato a Assembleia de Deus irá apoiar?
Com certeza. Nós nos reuniremos e iremos estudar qual será para nós o candidato mais viável. Se a eleição fosse hoje, a presidente estaria reeleita tranquilamente. Não seria nem uma eleição, é uma nomeação, uma maioria tremenda.

(Entrevista do Pastor José Wellington ao principal Jornal da Capital Federal o Correio Braziliense)


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