Vou responder questões morais, mas não quero ficar preso a isso, diz Roberto Marinho

Vou responder questões morais, mas não quero ficar preso a isso, diz Roberto MarinhoNão vou ficar preso a questões morais, diz Roberto Marinho
Filiado ao Partido Social Cristão (PSC) desde setembro de 2013, Roberto Marinho, assessor parlamentar do deputado federal, pastor Marco Feliciano, quer fazer uma carreira política menos voltada para os debates subjetivos.
Ao lado de Feliciano desde 2009, Marinho disse que faltam deputados como o chefe e que estará sempre apoiando o parlamentar, além de prometer seguir a mesma linha de atuação do pastor na Câmara. Com uma ressalva: não pretende ficar preso ao “debate moral”.
Pré-candidato a deputado estadual por São Paulo, Marinho diz estar preocupado com questões sociais, como segurança, saúde, educação, etc. Para Marinho os parlamentares evangélicos que fixam seu mandato no debate moral acabam não conseguindo fazer nada de objetivo pela sociedade.

“A questão moral refere-se a um campo subjetivo do processo político, que em longo prazo, trará consequências para a sociedade”, explica.
Leia com exclusividade a entrevista que Roberto Marinho concedeu ao Gospel Prime:
Gospel Prime – Quando o senhor decidiu concorrer a um cargo eletivo?
Roberto Marinho – Como vocês sabem faço parte da assessoria do deputado federal, pastor Marco Feliciano. Começamos essa parceria em 2009 na área ministerial, onde minha função é ministrar o louvor e adoração antecedendo a pregação do Pastor Marco Feliciano, depois tangendo o teclado enquanto ele prega.
Por estar mais próximo a ele e ser alguém da sua confiança, fui designado para acompanhá-lo e assessorá-lo em Brasília como Deputado Federal em 2011. Ao chegar em Brasília comecei a entender melhor a política do nosso país.
Auxiliando o deputado, atento a todas as questões, fui adquirindo experiência. Estive com ele em todos os momentos durante o seu primeiro mandato. Acompanhei cada uma das ações adotadas por ele durante sua passagem pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.
Acompanhei desde os debates em favor da família, contra o aborto, contra a legalização das drogas, em prol do fim da desigualdade social, e acabei me apaixonando por esta causa. Então resolvi pedir a benção do pastor Marco para que eu concorresse a um cargo eletivo.
Sendo assim conversei com ele e me coloquei a disposição para ampliarmos esse magnífico trabalho que ele tem feito no âmbito federal, para o âmbito estadual. Desta forma poderíamos criar uma base de apoio e uma ligação direta entre a Câmara Federal e a Câmara de São Paulo.
Em novembro de 2013 meu nome foi apresentado. Depois de um consenso geral da nossa equipe política e de ouvir opiniões de amigos próximos, fui lançado oficialmente como pré-candidato a Deputado Estadual por São Paulo para as eleições de 2014.
Qual será sua proposta de mandato?
Em primeiro lugar não pretendo fazer promessas, acho que o brasileiro já nem acredita mais nisso, mas hoje sei como funciona o parlamento. Existem bons projetos apresentados por outros deputados que ficam morosos na casa, a maioria são engavetados. Lógico que vou ter projetos de minha autoria, mas por que não aproveitar e dar continuidade a tantos projetos bons que existem lá? Da mesma forma como também pretendo frear projetos existentes naquela casa que ferem a família tradicional, que são contra a vida e que são contra os princípios cristãos.
Pretende debater questões morais, a exemplo de alguns deputados da bancada evangélica?
Como cristão torna-se impossível fugir destas questões. Porém, não pretendo ficar preso nisso, a exemplo de outros parlamentares evangélicos. A questão moral refere-se a um campo subjetivo do processo político, que a longo prazo, trará consequências para a sociedade.
Mas, por outro lado, existe a questão objetiva, que trata das mazelas sociais, da pobreza, da desigualdade, da falta de hospitais, infraestrutura, saneamento, transporte e tantos outros problemas.
O pastor Marco Feliciano se sensibilizou com a causa da comunidade indígena. Procurou beneficiar a sociedade, a comunidade afrodescendente. Como veio da extrema pobreza se sensibiliza com estes temas. Como a esquerda sabia da intenção do deputado em trabalhar em benefício da sociedade procurou envolver seu nome em questões morais, pois é só isso que a esquerda faz hoje em dia.
A direita não deve ficar presa a estas questões, pois acabará perdendo a oportunidade de trazer melhorias importantes para o país. Vou responder questões morais, mas não quero ficar preso a isso.
Sobre a homossexualidade, qual será a sua postura na Câmara?
Vou representar o segmento que me elegeu. Serei eleito com voto cristão e apesar de saber que este é um tema polêmico não pretendo ter meu nome atrelado a ele. Quando tiver de voltar contra algum projeto que cria privilégios para os gays, não terei problema de fazê-lo.
Minha postura será baseada, em primeiro lugar, nos meus princípios cristãos. Em segundo lugar, tenho uma missão específica se conseguir me eleger: representar meus eleitores. O que passar disso, não aceitarei jamais.
O senhor se considera um candidato dos evangélicos?
Me considero um candidato da família. Sou evangélico. Porém, quero representar tanto os evangélicos, como os católicos. Sou um candidato dos cristãos, pois cristianismo não é uma religião baseada em dogmas, mas em comportamento. Quero representar as pessoas de bem.
Existem muitos que não são evangélicos que também tem princípios cristãos. Então, também posso ser um candidato para eles.
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