Priscilla Alcantara e Ton Carfi são entrevistados por Pedro Bial

O apresentador da Rede Globo Pedro Bial recebeu, em seu programa Conversa com Bial, os cantores Priscilla Alcantara e Ton Carfi. O objetivo da edição, que foi exibida na noite desta terça-feira (9), era mostrar a relevância de vários ícones evangélicos na internet.
Além de Alcantara e Carfi, outro influenciador das mídias digitais convidado foi Vinicius Rodrigues que, no YouTube, encarna o personagem Pastor Jacinto. Com a intenção de fazer humor contextualizado ao meio evangélico, já alcançou mais de 2 milhões de visualizações com uma paródia do hit “Deu Onda”, do MC G15.
Entre os números e feitos destacados dos cantores, o orçamento do clipe “X-Man”, de Ton Carfi chamou a atenção. “Gravamos em um dia, acho que eram mais de 40 pessoas na equipe. Tinha carro de polícia americano, tinha tudo”, disse o cantor, que desembolsou cerca de 80 mil reais para a produção audiovisual.

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Carfi também falou de racismo e como a música o ajudou. “Desde criança, sofri muito preconceito por ser negro. Tinha tanto complexo que nem entrava em loja de shopping. Comecei a ouvir a verdadeira música negra, comecei a cantar, e isso mudou minha vida”.
Com a carreira musical em ascensão desde que lançou o álbum Até Sermos Um no final de 2015, Priscilla também comentou seu perfil artístico com as polêmicas que provoca entre certos segmentos do meio evangélico. “Tem muitos religiosos que não gostam do que eu faço, mas tenho uma vida com Deus, então, está tudo bem”, afirmou.
Ex-apresentadora do Bom Dia & Companhia, exibido pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), a cantora também é youtuber. “Tenho uma conexão muito bacana com o público e os meus pais sempre foram evangélicos, eles eram músicos na igreja, onde eu cantava desde os 2 anos. Me achava a Beyoncé no culto”.
Bial também entrevistou o sociólogo Ricardo Mariano. Um dos principais intelectuais e estudiosos do neopentecostalismo, o autor tem, em seu nome, o livro Neopentecostais: Sociologia do novo pentecostalismo no Brasil, publicado na década de 1990 e considerado uma das obras mais notórias acerca do tema.
Professor da Universidade de São Paulo (USP), Mariano destacou a mudança no perfil dos evangélicos nas últimas décadas. “Hoje, eles representam 60 milhões de brasileiros, com um perfil mais jovem e urbano. Antes, os pentecostais ficavam reservados às suas casas, igrejas e trabalho. Nos últimos anos, eles ocuparam todas as mídias, grupos partidários, o comércio”.
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